segunda-feira, 3 de junho de 2019

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury – por Amanda Vitória




Quando recebi Fahrenheit 451, admito, não senti muito interesse, mas conforme o passar das páginas, descobri um novo universo, um universo que mesmo que tenha sido criado muito antes de toda essa tecnologia avançada, retrata a nossa sociedade atual.

Realmente uma história incrível. Como diz o ditado: Não julgue um livro pela a capa. A história se trata de um futuro não muito distante da nossa realidade, onde livros são banidos e lê-los e armazená—los se torna crime. Com isso, os bombeiros que exerciam a função de apagar incêndios de casas e prédios agora são designados para exterminar os livros. Ironicamente, eles agora botam fogo em vez de apagá-los.

A narrativa conta a história de Guy montag, um bombeiro que enfrenta uma crise quando conhece sua vizinha, Clarisse, uma garota com um olhar diferente em relação ao mundo. Com o desaparecimento de Clarisse, Guy se revolta contra a política estabelecida pelo governo e assim passa a esconder livros em sua casa.

Esse livro foi escrito em 1953 e por incrível que pareça ele chega muito perto da nossa realidade. O homem é retratado como ignorante e no tempo atual não é muito diferente. Fiquei impressionada de ver como a ignorância pode mover montanhas, no livro e também na realidade. As personagens no livro eram alienadas pela tecnologia e se continuarmos assim, vai acontecer a mesma coisa aqui fora.

Percebi com esse livro que as coisas não se resumem apenas em vídeos, fotos e likes. Refleti que as melhores coisas da vida estão aqui fora, em ler um livro, em sentar em um parque e conversar com um conhecido ou ficar sozinho e pensar no que há em volta, sem toda essa tecnologia.

Enfim, acho que esse livro é uma boa forma para entender um pouco mais a vida e ter um outro olhar para ver o que há em volta.


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Amanda Vitória  (BH/MG) tem 16 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.


terça-feira, 28 de maio de 2019

A metamorfose, de Franz Kafka - por Guilherme Matheus



Essa é uma novela escrita por Franz Kafka, publicada pela primeira vez em 1915.

 A narrativa te coloca diante de um caixeiro-viajante chamado Gregor Samsa que está em uma situação muito incomum, ele foi transformado em um inseto monstruoso de um dia para o outro. Ao longo da história nos é mostrado como se torna a convivência entre o protagonista e as outras pessoas que ainda estão ao seu redor.

 O personagem se mostra uma pessoa batalhadora, pois sustentava seus pais e sua irmã mais nova, por isso  acabava ficando pouco tempo em casa.

 Na minha opinião, essa história nos mostra como as pessoas interagem entre si, quando você ajuda a todos e é útil para a sociedade, você é tratado bem, porém quando você  não possui mais uma utilidade para aqueles ao seu redor eles passam a te tratar como um "inseto".

 Temos nesse livro uma sutil crítica ao que a sociedade leva como base para seu funcionamento.

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Guilherme Matheus (BH/MG) tem 15 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

O conto da aia - The handmaid's tale, por Jéssica Lorrainy





O livro O conto da aia (The handmaid's tale), da escritora Margaret Atwood, conta a vida de uma aia, em uma era onde as mulheres vivem sob uma ditadura cristã em que perderam totalmente seus direitos, até mesmo direito sobre seu próprio corpo ou fala, passavam por vários absurdos e eram obrigadas a esquecer totalmente das suas vidas antes da terrível ditadura.

Elas tinham nomes diferentes a cada casa que elas eram enviadas, recebiam sobrenome do dono da casa. As mulheres eram divididas em dois grupos, as aias, que são férteis e têm como dever dar filhos para os comandantes e suas esposas inférteis e as marthas, que são inférteis, ficam com o dever de afazeres da casa, como cozinhar para a família.

Além das mulheres que eram escravizadas, abusadas psicologicamente e fisicamente, os homossexuais e os que não seguiam o mandato cristão eram perseguidos e mortos.

O linguajar do livro é tranquilo, um pouco formal às vezes, mas nada que não dê para entender. O livro atende mais ao público adolescente e adulto

Eu gostei muito do livro. Não acho que seja uma realidade muito improvável de acontecer. Das mulheres perderem seus direitos.

Recomendo muito esse livro.

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O conto da aia
Margaret Atwood
Romance
2017 
ed. Rocco


*Jéssica Lorrainy (BH/MG) tem 20 anos e é modelo fotográfico. Faz parte do projeto Adotando Leitores .

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Meus dois pais - de Walcyr Carrasco, por Guilherme Matheus



Essa é uma historia sobre um garoto chamado Naldo, que possui pais separados, enquanto aprende a lidar com as diferenças que cada um possui.

O livro escrito por Walcyr Carrasco e ilustrado por Ana Matsusaki é pequeno e cheio de ilustrações, sendo um bom livro para ler aos seus filhos, ou para ler em uma escola como um projeto de conscientização.

Além de nos passar uma mensagem de aceitação das diferenças, ele demonstra que até o menor dos comentários maldosos pode acabar tendo um grande impacto na vida de alguém.


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Guilherme Matheus (BH/MG) tem 15 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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O cometa é um sol que não deu certo, de Tadeu Sarmento - por Guilherme Matheus






O cometa é um sol que não deu certo é um livro escrito por Tadeu Sarmento, que possui uma linguagem simples permitindo que possa ser lido por todos.

Esse livro por ser pequeno pode ser lido em qualquer momento que você tiver livre.

Nessa história, nos é apresentado o Emanuel, que é um refugiado sírio e vive com sua família num abrigo  improvisado junto com outras famílias.

Esse personagem, mesmo passando por momentos difíceis por causa da guerra, se mantém positivo, sonhador, e bastante criativo, vendo o mundo com um olhar puro mesmo com tudo de ruim ao seu redor.

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Guilherme Matheus (BH/MG) tem 15 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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segunda-feira, 11 de março de 2019

Aimó: uma viagem pelo mundo dos orixás, de Reginaldo Prandi, por Guilherme Matheus



Por Guilherme Matheus


Essa história é sobre uma garota que está perdida no Orum, um plano espiritual no qual os povos africanos acreditavam.

Aimó é uma garota que não possui nenhuma lembrança de sua vida no Aiê (o equivalente à Terra), e tem que partir em uma viagem com dois orixás para poder finalmente renascer.

A escrita desse livro é gostosa de se ler, possui uma história linear que segue um ritmo que a faz nem um pouco enjoativa. Além de uma história envolvente, o escritor Reginaldo Prandi nos conta sobre alguns orixás que são os deuses que mantêm tudo em equilíbrio.

Outra coisa interessante é o fato de o escritor nos mostrar como a escravidão teve um impacto na religião dos africanos indiretamente e diretamente.


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Guilherme Matheus (BH/MG) tem 15 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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Aimó: uma viagem pelo mundo dos orixás
Reginaldo Prandi
ed. Seguinte
2017




quinta-feira, 7 de março de 2019

O cometa é um sol que não deu certo, de Tadeu Sarmento, por Jéssica Lorrainy




Por Jéssica Lorrainy


O livro “O cometa é um sol que não deu certo” fala sobre Emanuel, um menino sírio que vive em um campo de refugiados, onde ele tem como melhores amigos Amal, Nabir e Kalil.

Emanuel também é conhecido como “o bom Emanuel” pelas pessoas do campo, por ele ser um menino bom e engraçado, e apesar de ser um menino refugiado e já ter passado por muita coisa, continua sendo um menino sonhador. Um menino que vê no lugar do céu um mar de ponta a cabeça.

O linguajar do livro é bem fácil de entender, não tem palavras de difícil entendimento. E é um bom livro pra se ler.

Eu gostei bastante do livro. A história de Emanuel não fica muito longe da realidade de muitas crianças sírias que acabam tendo que fugir das suas próprias casas para não serem mortas. E acabam vivendo em campos de refugiados ou tentando sair do país.

O final do livro me tocou bastante, pois me lembrou um caso que aconteceu há alguns anos atrás com refugiados que atravessavam o mar para conseguir sua liberdade e paz.

Eu recomendo bastante esse livro.

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*Jéssica Lorrainy (BH/MG) tem 20 anos e é modelo fotográfico. Faz parte do projeto Adotando Leitores .

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O cometa é um sol que não deu certo
Tadeu Sarmento
editora SM
2017