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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Torto Arado, por Amanda Vitória

 




Escrito por Itamar Vieira Junior e publicado em 2019, Torto Arado conta a história emocionante de duas irmãs que viviam no sertão da Bahia e, quando crianças, ao brincarem com uma faca, uma delas teve a língua cortada. A partir daí as duas se completavam, uma sendo a voz da outra.

Com o passar dos anos, as duas irmãs se distanciam e escolhem caminhos diferentes. Uma escolhe o serviço na fazenda e os encantamentos do pai, o curandeiro de corpo e espírito Zeca Chapéu Grande. Já a outra irmã decide lutar pelo direito à terra e pela emancipação dos trabalhadores rurais. Em um primeiro instante não fiquei muito interessada no livro, mas conforme o lia fiquei mais e mais interessada.

No começo a história tem um toque de mistério que te deixa inquieto e curioso. Você não sabe qual irmã é qual e a relação entre elas é tão bonita que você sente através das palavras. No livro também tem um pouco de romance e ação, mas é tudo muito bem distribuído o que deixa a leitura fácil de ler e viciante. No livro também podemos ver temas como racismo, resistência à escravidão e religião. Uma coisa que aprendemos muito é sobre a religião que ali se encontra, o Jarê. Me encantei com o Jarê, é muito bonito como é representada e é uma cultura totalmente diferente. Como são descritos os encantados e como eles cultuam essa religião é inspirador.

Torto Arado é simplesmente maravilhoso e difícil de ser descrito de tão bom que é. Recomendo totalmente, um livro que te ensina sobre uma nova cultura, te abre os olhos para falta de igualdade e te fazer refletir.



Amanda Vitória (BH/MG) tem 17 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

A origem do mundo, por Cristina Bispo






A origem do mundo, uma história cultural da vagina ou A vulva vs o patriarcado. Da autora Liv Strömquist

Pois bem, este livro trata a respeito de nós, mulheres. Em pleno séc. XXI, ainda se pode dizer a respeito, sobre o preconceito que muitos homens têm contra nós mulheres, ainda mais quando se trata de nossas partes genitais.

Isso vem ocorrendo desde antes dos anos 1952. Anda temos em nosso meio pessoas medíocres, que pensam de uma forma totalmente sem escrúpulos e ridícula a nosso respeito.


Veja se pode!, naquela época os médicos falavam a respeito de como uma mulher deveria se comportar, com o nosso corpo. Eles impediam as mulheres de se tocarem, eles obrigavam as mulheres a fazer o que não queriam; ainda mais quando se tratava de masturbação. Quando as mulheres se tocavam, eles falavam que elas iriam ter doenças e as obrigavam a pôr um tipo de ácido carbólico no clitóris, para aliviar a excitação "anormal".

Fico me perguntando: e eles, o que faziam quando estavam excitados? Será que tinham o mesmo fim que as mulheres? É um caso a se pensar.

Eles faziam isso para amedrontar as mulheres, para que elas não pudessem fazer isso.

Como os homens davam muita importância a respeito dos genitais das mulheres, eles mesmos discutiam entre eles, sobre o que se deveria fazer com as partes íntimas delas. Até cortar o clitóris eles decidiam. Até esse tipo de cirurgia era feito em crianças, o que é um absurdo. As mulheres eram chamadas de imundas, pecaminosas, falava-se que era culpa nossa as traições e a todo momento éramos julgadas perante a sociedade machista.

Infelizmente, ainda existem em nosso meio homens assim, cujo comportamento deveria ser banido do mundo.

Enquanto tiver mulheres que aceitam esse tipo de homens em nossa sociedade, vamos ser faladas e julgadas por muito tempo. Temos que agir, falar, nos defender e não abaixar a cabeça. Ainda têm muitas mulheres que vivem em seus casulos, com medo de se expressar, falar o que pensa, com essa lei que não vale nada, por isso que elas têm medo de se expressar.

Em meio a tantos conflitos sobre nós, ainda têm homens que se acham no direito de falar e mandar em muitas mulheres que não sabem se defender e se submetem a isso, à tortura, à humilhação. Enquanto a sociedade não abrir a mente, não tiver informações verdadeiras perante essas pessoas, vamos continuar na mesmice.

Enfim, esse livro relata uma história verdadeira sobre essa sociedade machista. Quem tiver a oportunidade de ler este livro vai ver que as mulheres já eram massacradas naquela época e chegou a hora de nós mulheres abrirmos os olhos para conseguirmos o nosso devido direito perante a sociedade.

A masturbação, que era tão criticada, eles achavam besteira que fazia as mulheres sofrerem. A estimulação é algo tão fisiológico e tão necessário para uma sexualidade normal. Essas críticas são tão difundidas que até as mulheres que não se recordam de terem sido reprimidas na infância acabam se sentindo culpadas quando são orientadas a estimular a região.

Sim, esta região precisa de estímulos sensoriais para funcionar corretamente, como um braço engessado. Mais uma vez, genital é corpo. Tesão é sensação. Estimular uma parte do corpo é normal, faz parte da vida e traz saúde.

Então, mulheres, não deixem ninguém dizer o que devemos fazer com nosso corpo.

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A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado
Liv Strömquist
HQ
Cia das Letras
2018

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Cristina Bispo  tem 31 anos e está redescobrindo que adora ler. Faz parte do projeto Adotando leitores.


O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da leitora. Texto original na imagem.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Meu Crespo é de Rainha, por Evelyn Cristiny





O que me chamou mais a atenção é que têm meninas  com cabelos crespos e grandes. E tem de todo jeito.

Eu gosto de cabelo cacheado. Eu gostei do livro.
A parte que eu mais gostei é que tinha cabelo de todo estilo.









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Meu crespo é de rainha
Autora: Bell Hooks
Ilustração: Chris Raschka
Tradução: Nina Rizzi
Editora

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Evelyn Cristiny  tem 07 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

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O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da criança. Texto original na imagem da cartinha.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

O rabo do gato, por Emilly Santos




A querida Emilly ainda está sendo alfabetizada e ama os livros. Estreou neste projeto com o livro O rabo do Gato, e sobre ele, de sua leitura (pois lemos de várias formas), Emilly nos enviou este lindo desenho.



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O rabo do gato
Mary França e Eliardo França
Editora Ática

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Emilly Santos tem 03 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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Bruxa, Bruxa, venha a minha festa, por Luan





O que mais me chamou a atenção foi que todos foram convidados a ir à festa.
A parte que eu mais gostei foi que as figuras são muito reais. Nunca vi um livro tão real pra mim.









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Bruxa, bruxa, venha a minha festa
Autor: Ardren Druce
Ilustradora: Patrícia Ludlow
Tradutora: Gilda de Aquino
Editora Brique Book

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Luan tem 09 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

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O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da criança. Texto original na imagem da cartinha.


O cometa é um sol que não deu certo, Por Yuri Eduardo




O personagem que eu mais gostei foi Emanuel. O menino que andava igual a um cego. Todo mundo achava graça nisso.

Outros personagens que eu também gosto são o Nabir e a Amal.

O que eu mais me interessei foi que ele fica igual a mim, olhando para baixo. Resumindo: eu gostei muito do livro. Obrigado a todos vocês do Adotando Leitores. Mais um livro novo que vocês me deram a oportunidade de ler.



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O cometa é um sol que não deu certo
Tadeu Sarmento
Editora SM
2017

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Yuri Eduardo (Contagem/MG) tem 11 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

AIMÓ, UMA VIAGEM PELO MUNDO DOS ORIXÁS, Por Yuri Eduardo





O que eu mais gostei no livro que vocês mandaram foi a menina conversando com os deuses e o nome dos deuses.

Que eu sei é o pai dos deuses Olorum e seus filhos Ifá e Exu, e a irmão Iansã.

Não esperava os deuses falando com os humanos, é bem estranho para mim. Pode ser que não para outras pessoas.


Resumindo: Gostei muito do livro.





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Aimó: uma viagem pelo mundo dos orixás
Reginaldo Prandi
ed. Seguinte
2017

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Yuri Eduardo (Contagem/MG) tem 11 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Persépolis, por Amanda Vitória


                                                  

Quando li Persépolis percebi que um novo horizonte se abriria para mim, pois no livro, além de você aprender um pouco da história, você aprende sobre a cultura de um país muito influenciado pela religião, o Irã.

Uma característica muito interessante nesse livro é que a partir do momento que você lê, você vai ter uma visão de mundo muito diferente. O livro te tira da sua caixinha onde tudo é rotineiro e monótono e te traz para uma realidade que uma população inteira vive. Para ser exata , essa história conta sobre a vida de Marjane Satrapi, uma garota de dez anos que vivenciou o início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita.

O livro em si é um tipo de biografia em quadrinhos e o que mais me encantou na história foi a maneira que Marjane a retrata. No início realmente parece que é uma criança com uma mentalidade um pouco avançada para a idade dela, e no final percebemos que ela já virou uma jovem mulher decidida e com suas opiniões definidas. É bem claro a sua evolução através da história mas sempre sem perder sua essência. Marjane, quando criança, foi muito influenciada pelos seus pais, por eles serem uma família muito moderna. Mas com todo os acontecimentos da guerra política com princípios religiosos, Marjane fica confusa porque ela é uma menina religiosa, mas não concorda com as coisas que estão acontecendo. Com o passar de tempo, por causa de sua opinião já formada, Marjane passa por coisas difíceis como preconceito das pessoas a sua volta, abandono da sua casa e principalmente a saudade de seus pais.

Com o andamento da história eu me apeguei à personagem e vê-la passando por todas essas dificuldades foi difícil, porque dói ver uma menina passar por tudo isso por ter uma visão diferente das outras pessoas. Então é meio difícil não amar a narradora pela sua força e determinação. Depois de ler me perguntei se algum dia podemos mudar as questões políticas no Irã. No final eu vejo que Marjane só quer ser livre e ser ela mesma, em um país que não existe igualdade entre gêneros.



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Persépolis
Marjane Satrapi
Grafic novel
Tradução : Paulo Werneck
2000

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Amanda Vitória  (BH/MG) tem 16 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.


O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros. No caso da Amanda, podemos dizer que ela não é mais uma leitora iniciante. É uma leitora ávida.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.