sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A Origem do Mundo: Uma História Cultural da Vagina ou a Vulva Vs. O Patriarcado, de Liv Strömquist, por Amanda Vitória




Por Amanda Vitória


Desta vez o livro abordado é A Origem do Mundo: Uma História Cultural da Vagina ou a Vulva Vs. O Patriarcado, de Liv Strömquist.

Na história da humanidade a mulher sempre foi muito diminuída e no livro conta, desde a antiguidade, como as mulheres foram menosprezadas e em que quesitos, e um detalhe muito importante: sempre por homens. A escritora e quadrinista Liv Strömquist retrata todos esses acontecimentos com humor e a combinação com a linguagem envolvente te desperta a curiosidade. Alguns dos assuntos citados no livro eram como os homens criavam mitos e tabus sobre o órgão sexual feminino, ou vulva, para domar as mulheres e como eles sempre se intrometiam quando o assunto era o corpo da mulher. Mitos esses que eram absurdos por si só. Um exemplo era de como a masturbação era errada e que o orgasmo feminino era irrelevante ou difícil de atingir, mas esses são só alguns dos exemplos.

No livro ela explora muitos outros pontos em relação a esse assunto. Em meu modo de ver, por mais que a linguagem seja humorada e envolvente ela é bem complexa, mas ainda vale a
pena ler. A minha experiência com o livro foi meio conturbada
por eu nunca ter lido um livro do tipo. Sobre o assunto, eu não
consigo pensar ou elaborar algo. Meu conhecimento sobre o assunto é muito escasso e por isso não me deixa expressar nada.

Mas eu tenho algumas opiniões: sobre a autora ficar tão revoltada em relação a forma que se chama a vulva. Eu acho que por mais que as pessoas chamassem pelo nome certo não mudaria nada, porque na minha visão as pessoas precisam primeiro saber do que nós estamos falando. Nas escolas as aulas de educação sexual estão presentes, mas ainda são um tabu muito forte. E eu, como estou ainda no ensino médio, sinto que a vergonha é um grande obstáculo para que conseguíssemos aprender algo sobre esse assunto. Porém, eu entendo o motivo da sua revolta.

Uma conclusão que eu também tive foi que os homens são muito intrometidos nos nossos assuntos, mas não generalizando, é claro. É meio engraçado, mas é verdade. Os homens sempre querem se meter onde não são chamados e em assuntos que não são de sua conta.

No final, podemos ver que o livro é um bom jeito de se construir uma opinião e de explorar novos aspectos sobre o corpo feminino. Também é bom para desconstruir e antenar as pessoas. Informações verídicas são sempre boas para a humanidade, não são?

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A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado
Liv Strömquist
HQ
Cia das Letras

2018

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Amanda Vitória  (BH/MG) tem 16 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.

O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Tudo bem ser diferente, por Emilly Santos




Por Emilly Santos


Desta vez, nossa Emilly leu Tudo bem ser diferente. Um livro super colorido que trabalha o tema da diversidade, inclusão e generosidade.
A Emilly nos ofereceu esse lindo “resumo”, nome que ela mesma dá à sua cartinha. E faz questão de fazer assim que termina a leitura do livro, que relê muitas e muitas vezes.


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Tudo bem ser diferente
Todd Parr
Infantil
Ed. Panda Books


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Emilly Santos tem 03 anos. Faz parte do projeto Adotando leitores.
O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Tudo que morde pede socorro, por Cristina Bispo




Por Cristina Bispo

Este livro nos leva a pensar muito na realidade de hoje. Sobre a vida de uma mulher que sofria em uma sociedade cheia de violência, preconceito e discriminação. A sociedade humana tem uma forma de generalizar os indivíduos de toda uma classe social.

Um dos maiores e mais graves problemas em nossa sociedade é o preconceito em geral, isso é uma prática muito comum e causadora de diversos problemas. Falar de um romance desses, tão doloroso, não é fácil.

Falar de relacionamento abusivo é assustador. Como sabemos têm tantas mulheres que estão passando por esse exato momento abusos domésticos e têm medo de falar ou denunciar seus parceiros por serem ameaçadas o tempo todo até por medo de serem mortas por eles.

Falar sobre violência doméstica em uma sociedade cheia de egoístas que pensam em si mesmos, ignorar uma vítima pedindo socorro por ajuda e ninguém fazer nada é um caso muito sério e triste.

Conviver em um relacionamento que parece prisão, isso não é nada bom.

Nós, mulheres, temos que ser livres e não ser submetidas a esse tipo de situação, em uma época de escravidão. Continua sendo uma demonstração vergonhosa que existe de mais perverso no comportamento humano.

Não consegui evitar, fiquei pensando como pode tamanho romance ser tão doloroso como esse. Enfim, adorei ler este livro maravilhoso, me fez ver que cada dia que passa têm mulheres pedindo socorro e que precisam de ajuda.

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Tudo que morde pede socorro
Cinthia Kriemler
Romance
ed. Patuá
2019

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Cristina Bispo  tem 31 anos e está redescobrindo que adora ler. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da leitora. Texto original na imagem.




Bruxa, bruxa, venha a minha festa, por Evelyn Cristiny







Por Evelyn Cristiny



A parte que eu gostei mais foi a do dragão.
Afinal, quem convidou? Será que foi o gato ou será que foram as crianças?
Mas que tipo de festa será?
Será que eles irão?
O livro é muito misterioso, só quem não foi, foi a bruxa.
Gostei muito do livro. Mexe muito com as cabeças.




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Bruxa, bruxa, venha a minha festa
Autor: Ardren Druce
Ilustradora: Patrícia Ludlow
Tradutora: Gilda de Aquino
Editora Brique Book 


Evelyn Cristiny  tem 08 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da criança. Texto original na imagem da cartinha.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Coisa de menino, por Luan




O que mais me chamou a atenção é que esse livro nos ensina muitas coisas boas. Eu gostei muito da parte que fala que a gente cuida quando dá água para uma plantinha crescer, quando empresta um casaco para um amigo quando tem frio.

Ajudar quem precisa é muito bom.

Obrigado pelo carinho,

Luan


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Coisa de menino
Pri Ferrari
Companhia das Letrinhas
2017

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Luan tem 09 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.
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Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da criança. Texto original na imagem da cartinha.


A origem do mundo, por Cristina Bispo






A origem do mundo, uma história cultural da vagina ou A vulva vs o patriarcado. Da autora Liv Strömquist

Pois bem, este livro trata a respeito de nós, mulheres. Em pleno séc. XXI, ainda se pode dizer a respeito, sobre o preconceito que muitos homens têm contra nós mulheres, ainda mais quando se trata de nossas partes genitais.

Isso vem ocorrendo desde antes dos anos 1952. Anda temos em nosso meio pessoas medíocres, que pensam de uma forma totalmente sem escrúpulos e ridícula a nosso respeito.


Veja se pode!, naquela época os médicos falavam a respeito de como uma mulher deveria se comportar, com o nosso corpo. Eles impediam as mulheres de se tocarem, eles obrigavam as mulheres a fazer o que não queriam; ainda mais quando se tratava de masturbação. Quando as mulheres se tocavam, eles falavam que elas iriam ter doenças e as obrigavam a pôr um tipo de ácido carbólico no clitóris, para aliviar a excitação "anormal".

Fico me perguntando: e eles, o que faziam quando estavam excitados? Será que tinham o mesmo fim que as mulheres? É um caso a se pensar.

Eles faziam isso para amedrontar as mulheres, para que elas não pudessem fazer isso.

Como os homens davam muita importância a respeito dos genitais das mulheres, eles mesmos discutiam entre eles, sobre o que se deveria fazer com as partes íntimas delas. Até cortar o clitóris eles decidiam. Até esse tipo de cirurgia era feito em crianças, o que é um absurdo. As mulheres eram chamadas de imundas, pecaminosas, falava-se que era culpa nossa as traições e a todo momento éramos julgadas perante a sociedade machista.

Infelizmente, ainda existem em nosso meio homens assim, cujo comportamento deveria ser banido do mundo.

Enquanto tiver mulheres que aceitam esse tipo de homens em nossa sociedade, vamos ser faladas e julgadas por muito tempo. Temos que agir, falar, nos defender e não abaixar a cabeça. Ainda têm muitas mulheres que vivem em seus casulos, com medo de se expressar, falar o que pensa, com essa lei que não vale nada, por isso que elas têm medo de se expressar.

Em meio a tantos conflitos sobre nós, ainda têm homens que se acham no direito de falar e mandar em muitas mulheres que não sabem se defender e se submetem a isso, à tortura, à humilhação. Enquanto a sociedade não abrir a mente, não tiver informações verdadeiras perante essas pessoas, vamos continuar na mesmice.

Enfim, esse livro relata uma história verdadeira sobre essa sociedade machista. Quem tiver a oportunidade de ler este livro vai ver que as mulheres já eram massacradas naquela época e chegou a hora de nós mulheres abrirmos os olhos para conseguirmos o nosso devido direito perante a sociedade.

A masturbação, que era tão criticada, eles achavam besteira que fazia as mulheres sofrerem. A estimulação é algo tão fisiológico e tão necessário para uma sexualidade normal. Essas críticas são tão difundidas que até as mulheres que não se recordam de terem sido reprimidas na infância acabam se sentindo culpadas quando são orientadas a estimular a região.

Sim, esta região precisa de estímulos sensoriais para funcionar corretamente, como um braço engessado. Mais uma vez, genital é corpo. Tesão é sensação. Estimular uma parte do corpo é normal, faz parte da vida e traz saúde.

Então, mulheres, não deixem ninguém dizer o que devemos fazer com nosso corpo.

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A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado
Liv Strömquist
HQ
Cia das Letras
2018

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Cristina Bispo  tem 31 anos e está redescobrindo que adora ler. Faz parte do projeto Adotando leitores.


O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da leitora. Texto original na imagem.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Meu Crespo é de Rainha, por Evelyn Cristiny





O que me chamou mais a atenção é que têm meninas  com cabelos crespos e grandes. E tem de todo jeito.

Eu gosto de cabelo cacheado. Eu gostei do livro.
A parte que eu mais gostei é que tinha cabelo de todo estilo.









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Meu crespo é de rainha
Autora: Bell Hooks
Ilustração: Chris Raschka
Tradução: Nina Rizzi
Editora

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Evelyn Cristiny  tem 07 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da criança. Texto original na imagem da cartinha.