terça-feira, 14 de abril de 2020

Carta à Rainha Louca, de Maria Valéria Rezende, por Cristina Bispo





Uma história contada por Maria Valéria Rezende. Muito triste escrever uma carta falando sobre o acontecimento de duas mulheres sofridas, que lutam por justiça.

Por sua desobediência, encarceraram ela no alto da colina, por escrever sua carta, ela conta o que sofria por injustiça, não podendo sequer defender-se e jamais clamar por justiça. Mesmo com sua folha rasurada não parava nem um só minuto de escrever.

Esse livro fala de uma linguagem muito antiga, um período obscuro de uma mulher branca e pobre, nem sinhá nem escrava, para quem não havia lugar.

A escritora demonstra a carga de preconceito existente e machismo em um período histórico.

Muito me chama atenção a leveza nas palavras e os cuidados para não falar o que realmente queria, pois ela estaria escrevendo para a Rainha e tinha que tomar muito cuidado pelo que estaria escrevendo.

Ele é tão confiante em si mesma que para garantir que a carta chegaria à Rainha Louca, ela então disse: Vou com ele; em vossas próprias mãos entregarei esta carta e então sabereis de toda a minha história que é também a vossa.

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Carta à Rainha Louca
Maria Valéria Rezende
Romance 
Cia das Letras
2019

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Cristina Bispo tem 31 anos e está redescobrindo que adora ler. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.


Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da leitora. Texto original na imagem.



sexta-feira, 3 de abril de 2020

1984, de George Orwell, por Amanda Vitória



  
O livro desta vez é 1984. A obra se passa em Londres em 1984, obviamente, onde tudo e todos são controlados pelo Grande Irmão. Nesse futuro, já que o livro foi escrito em 1948, o governo do grande irmão exercia um grande poder em cima da população. A população não podia expressar uma opinião diferente do Estado. As pessoas eram extremamente vigiadas, não só por câmeras ou pela teletela, uma espécie de televisão que não só passava propagandas sobre o governo como também filmava e gravava tudo o que você fazia, mas também pelos cidadãos a sua volta. Desde pequenas as pessoas eram ensinadas a vigiar e denunciar alguma irregularidade feita pelas outras em sua volta, até mesmo os seus próprios pais. E se fossem pegos simplesmente sumiam, todos os seus registros na Terra eram apagados, para que pensassem que nunca existiu. 

Nessa realidade vivia o herói do nosso livro, Winston Smith, esse que trabalhava no Ministério da Verdade, onde sua função era alterar matérias de jornais, assim mudando o passado com o interesse voltado para o partido para que todos pensassem que o Grande Irmão sempre falava a verdade e que nunca errava. Assim a população nunca questionava o partido. E em meio ao seu trabalho Winston se apaixona por Julia, uma rebelde que se dizia contra a sociedade totalitária na qual vivia.
No decorrer do livro, Winston tem que administrar as suas ideias em relação ao governo e viver seu amor com Julia.

Ao longo da leitura deu para perceber quão a realidade do livro pode ser aplicada aqui fora. Como o Winston no livro me pergunto se não estamos sendo controlados também. Se as coisas que os professores ou livros nos ensinam são realmente verdade ou foram modificadas. Percebi no livro que ao longo da história a leitura fica mais pesada, mas as ideias são mais explicadas. E isso pesou muito para mim na hora que eu fui ler. Mas claro, positivamente.

Outro ponto é como a alienação da população por meio do controle do partido é perturbadora, de como as pessoas confiam sua liberdade na mão de um governo. De como o senso de bom e ruim é facilmente perdido quando você coloca tudo da sua vida na mão de um governo. Reparei também como esse livro conta uma história, mas que por trás disso ele quer passar uma ideia, uma outra realidade talvez. De mostrar um mundo diferente. E eu sempre amei livros que passam essa perspectiva de realidade e ficção e te deixa comparar as duas.

Quando eu acabei de ler o livro e parei para refletir, eu percebi que o nosso mundo já tem alguns aspectos do livro.
Comecei a pensar no meu dia-a-dia, de como alguém pode tirar informações de mim e isso me levou a conclusão que isso é realmente fácil. Um exemplo é quando nós estamos interessados em algo e então pesquisamos e logo em seguida aparece um anúncio em alguma rede social do específico objeto que você estava procurando. Isso não é meio estranho? Qualquer pessoa pode pegar informações suas se quiser e isso me amedronta muito.
Enfim, o mundo não está tão longe disso e se não nos manifestarmos não teremos um fim muito bom.

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1984
George Orwell
Tradução: Heloisa Jahn e Alexandre Hubner
Romance
Cia das Letras

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Amanda Vitória (BH/MG) tem 17 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.

O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

terça-feira, 10 de março de 2020

VandaVamp, de Silvana Menezes, por Evelyn Cristiny




Vanda Vamp - espelho meu, como sou eu?

Vamda Vamp é uma vampirinha vegetariana que adora música e dança, no entanto sofre com a cena de não ver a própria imagem refletida nos espelhos.

Vanda, por ser uma vampira vegetariana não gosta de sangue. O amigo dela ficou apaixonado por ela e como o amor faz o impossível acontecer, nem bala de prata mata, eles ficaram felizes para sempre.




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Vanda Vamp – Espelho meu, como sou eu?
Silvana Menezes
Infantil
Ed. Elementar
2011

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Evelyn Cristiny tem 08 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da criança. Texto original na imagem da cartinha.



sexta-feira, 6 de março de 2020

Picote, o menino de papel, por Emilly Santos




Nossa querida Emilly acabou de ler Picote, o menino de papel, de Mario Vale.
Ela amou o livro e não parava mais de desenhar Picotes.

Picote é um livro todo ilustrado com dobraduras, que fala de amizade, perigo e socorro.

A Emilly nos presenteou com esse lindo desenho, que reflete sua colorida aventura com os livros.



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Picote, o menino de papel
Mario Vale
Infantil
2008

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Emilly Santos tem 03 anos. Faz parte do projeto Adotando leitores.
O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.



quarta-feira, 4 de março de 2020

TORTO ARADO, de Itamar Vieira Júnior, por Cristina Bispo







Por Cristina Bispo dos Santos


Este livro é um romance cheio de curiosidade, onde fala da vida de duas crianças curiosas. Me fez lembrar tanta coisa!

Como era bom! Tínhamos muita imaginação.

Naquela época quando criança usávamos palha de milho como roupas de bonecas, tempos felizes aqueles, mas quando fazíamos “artes”, só bastava uma olhada que já ficávamos com medo de apanhar de nossa avó.

Adorava mexer nas coisas dela, quando ela saía de casa, naquela época era costume falar sozinha, pensava que era até um fantasma.

Por curiosidade nossa ficávamos escondidas para ouvir nossa avó falando, e ao mesmo tempo com medo dela perceber que estávamos bisbilhotando.

Enfim, eram também tempos de desigualdade social e ainda hoje parecem tempos primatas que existem hoje no Brasil. É absurdo, triste realidade que temos que conviver, em tempos perversos principalmente a respeito das mulheres.

Este livro retrata uma triste história de morte e muita luta das personagens que nunca irão atravessar a condição ou qualidade de vida como deveria ser.

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Torto Arado
Itamar Vieira Júnior
Romance
Ed. Todavia
2019

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Cristina Bispo tem 31 anos e está redescobrindo que adora ler. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

Obs.: os textos são revisados tentando manter ao máximo a expressão da leitora. Texto original na imagem.






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A Origem do Mundo: Uma História Cultural da Vagina ou a Vulva Vs. O Patriarcado, de Liv Strömquist, por Amanda Vitória




Por Amanda Vitória


Desta vez o livro abordado é A Origem do Mundo: Uma História Cultural da Vagina ou a Vulva Vs. O Patriarcado, de Liv Strömquist.

Na história da humanidade a mulher sempre foi muito diminuída e no livro conta, desde a antiguidade, como as mulheres foram menosprezadas e em que quesitos, e um detalhe muito importante: sempre por homens. A escritora e quadrinista Liv Strömquist retrata todos esses acontecimentos com humor e a combinação com a linguagem envolvente te desperta a curiosidade. Alguns dos assuntos citados no livro eram como os homens criavam mitos e tabus sobre o órgão sexual feminino, ou vulva, para domar as mulheres e como eles sempre se intrometiam quando o assunto era o corpo da mulher. Mitos esses que eram absurdos por si só. Um exemplo era de como a masturbação era errada e que o orgasmo feminino era irrelevante ou difícil de atingir, mas esses são só alguns dos exemplos.

No livro ela explora muitos outros pontos em relação a esse assunto. Em meu modo de ver, por mais que a linguagem seja humorada e envolvente ela é bem complexa, mas ainda vale a
pena ler. A minha experiência com o livro foi meio conturbada
por eu nunca ter lido um livro do tipo. Sobre o assunto, eu não
consigo pensar ou elaborar algo. Meu conhecimento sobre o assunto é muito escasso e por isso não me deixa expressar nada.

Mas eu tenho algumas opiniões: sobre a autora ficar tão revoltada em relação a forma que se chama a vulva. Eu acho que por mais que as pessoas chamassem pelo nome certo não mudaria nada, porque na minha visão as pessoas precisam primeiro saber do que nós estamos falando. Nas escolas as aulas de educação sexual estão presentes, mas ainda são um tabu muito forte. E eu, como estou ainda no ensino médio, sinto que a vergonha é um grande obstáculo para que conseguíssemos aprender algo sobre esse assunto. Porém, eu entendo o motivo da sua revolta.

Uma conclusão que eu também tive foi que os homens são muito intrometidos nos nossos assuntos, mas não generalizando, é claro. É meio engraçado, mas é verdade. Os homens sempre querem se meter onde não são chamados e em assuntos que não são de sua conta.

No final, podemos ver que o livro é um bom jeito de se construir uma opinião e de explorar novos aspectos sobre o corpo feminino. Também é bom para desconstruir e antenar as pessoas. Informações verídicas são sempre boas para a humanidade, não são?

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A origem do mundo: uma história cultural da vagina ou a vulva vs. o patriarcado
Liv Strömquist
HQ
Cia das Letras

2018

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Amanda Vitória  (BH/MG) tem 16 anos e é estudante. Faz parte do projeto Adotando leitores.

O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.

O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Tudo bem ser diferente, por Emilly Santos




Por Emilly Santos


Desta vez, nossa Emilly leu Tudo bem ser diferente. Um livro super colorido que trabalha o tema da diversidade, inclusão e generosidade.
A Emilly nos ofereceu esse lindo “resumo”, nome que ela mesma dá à sua cartinha. E faz questão de fazer assim que termina a leitura do livro, que relê muitas e muitas vezes.


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Tudo bem ser diferente
Todd Parr
Infantil
Ed. Panda Books


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Emilly Santos tem 03 anos. Faz parte do projeto Adotando leitores.
O adotando leitores é um blog para registrar as primeiras leituras e o caminho das leituras seguintes. Aqui, os leitores são iniciantes ou têm pouco contato com a literatura. O percurso é de incentivo e descoberta, com registro das impressões sobre os livros.
O Adotando leitores acredita no caminho transformador da literatura.